
A Prefeitura de Salvador intensificou, durante o Carnaval, a fiscalização no Parque Natural Municipal Marinho da Barra para proteger a biodiversidade e preservar três naufrágios históricos situados entre o Farol da Barra e o Forte de Santa Maria. Até o momento, 64 embarcações foram notificadas por desrespeito ao perímetro de proteção.
A ação tem como foco impedir o tráfego irregular e, principalmente, a ancoragem dentro da área protegida. A área, reconhecida como o primeiro parque marinho municipal do Brasil, possui um perímetro de aproximadamente 300 mil metros quadrados, sinalizado por boias para orientar os comandantes. No cais, há ainda uma faixa de alerta de cerca de 50 metros voltada para o mar, com o objetivo de evitar a entrada indevida de embarcações.
A fiscalização é realizada em parceria com a Capitania dos Portos, que faz abordagens quando o limite estabelecido é ultrapassado. O fundeio não é permitido no local, já que o uso de âncoras pode provocar danos aos corais e comprometer a integridade dos três naufrágios históricos existentes na área.
Segundo João Resch, diretor de Sistemas de Áreas de Valor Ambiental e Cultural de Salvador da Secis, o fluxo de embarcações aumenta nos momentos em que os trios elétricos deixam o Farol da Barra, quando lanchas tentam se aproximar da festa.
“É uma questão de sensibilidade, de atenção e de respeito ao local, que é uma área de conservação integral. Você tem três fundeios históricos ali que precisam ser preservados, então a gente precisa batalhar por isso”, afirmou.
O secretário municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal, Ivan Euler, informou que o parque dispõe de um conselho gestor composto por diversas instituições e organizações, responsáveis por ações permanentes de monitoramento e conscientização. De acordo com ele, embora o controle seja reforçado no Carnaval, as medidas de preservação ocorrem durante todo o ano.
Euler destacou que poucas atividades são autorizadas na área. “O mergulho contemplativo, por exemplo, é permitido, mas sem pesca. Jogar lixo, de forma alguma. É uma área voltada para a contemplação, o que também é importante para o turismo, porque existe o turismo náutico em Salvador. Em determinados períodos do ano, a gente recebe as baleias. Então, também aproveitamos o Carnaval para falar do parque marinho e do turismo náutico como uma forma de fortalecer o turismo na cidade”, declarou.


