Brasil / Segurança

Polícia Federal caça estupradores na Bahia e em mais 4 Estados

A PF investiga a participação de sete brasileiros na prática criminosa

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A Polícia Federal realiza operação nesta quarta-feira (11) contra rede transnacional que produzia e compartilhava vídeos de abuso sexual contra mulheres sedadas. Há mandados em cinco estados. A investigação começou em 2025 com apoio da Europol e pode enquadrar suspeitos por estupro de vulnerável e divulgação de imagens.

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11 de fevereiro), a Operação Somnus, com o objetivo de apurar e de reprimir a prática de crimes contra a dignidade sexual.

Estão sendo cumpridos três mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, do Ceará, do Pará, de Santa Catarina e da Bahia.

Segundo investigadores, entre os alvos estão homens suspeitos de dopar as próprias companheiras para cometer crimes sexuais, registrar as imagens e divulgá-las na internet.

As investigações tiveram início em 2025, após o recebimento de informações oriundas de cooperação policial internacional, por meio da Europol, envolvendo mais de 20 países, que apontaram a atuação de redes transnacionais voltadas à difusão e à troca de vídeos de abusos sexuais cometidos contra mulheres em estado de sedação.

A Polícia Federal investiga a participação de sete brasileiros na prática criminosa. As mensagens trocadas revelaram que os suspeitos discutiam o uso de medicamentos com propriedades sedativas, demonstrando conhecimento sobre marcas comerciais e possíveis efeitos adversos dessas substâncias.

Durante a operação desta quarta-feira, foram apreendidos equipamentos eletrônicos, dispositivos de armazenamento de dados, aparelhos celulares, computadores e outros materiais potencialmente relacionados às atividades criminosas.

As condutas investigadas podem ser enquadradas nos crimes de estupro de vulnerável e de divulgação de cena de estupro ou de estupro de vulnerável, sem prejuízo de outras tipificações penais eventualmente aplicáveis.

No Brasil, os fatos investigados enquadram-se na Lei nº 13.642/2018, que conferiu à Polícia Federal atribuição para apurar crimes praticados por meio da internet que envolvam a propagação de conteúdo misógino. No caso, foram identificados indícios que representam expressão manifesta de ódio, repulsa e objetificação da mulher, demandando resposta estatal integrada.

Abuso sexual infantil

A Polícia Federal também deflagrou nesta quarta-feira a 26ª fase da Operação Uiraçu, destinada a combater armazenamento, compartilhamento e comercialização de mídias contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil na internet.

Policiais federais cumpriram mandado de busca e apreensão na cidade de Natal/RN. Durante o cumprimento da ordem judicial, foram apreendidos um aparelho celular e um computador que passarão por perícia técnica, a fim de subsidiar as investigações em andamento.

Outra operação deflagrada nesta quarta-feira é a Guardiões da Esperança, com o objetivo de combater crimes de exploração sexual infantojuvenil praticados pela internet. A ação foi realizada em São José dos Campos/SP.

Um investigado foi preso em flagrante por armazenar arquivos contendo material de abuso sexual infantojuvenil. Também foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência do suspeito, expedido pela 3ª Vara Federal de São José dos Campos. Os equipamentos recolhidos serão encaminhados para análise pericial.

A investigação teve início por iniciativa do Grupo de Repressão a Crimes Cibernéticos da Delegacia de Polícia Federal em São José dos Campos, após análises de tráfego de internet identificarem que, entre março de 2022 e novembro de 2023, o investigado baixou e compartilhou quase 200 arquivos contendo material ilícito.

Os crimes investigados são armazenamento e compartilhamento de arquivos de abuso sexual infantojuvenil pela internet.