Brasil

Paraná tem tornados com ventos
de até 330 quilômetros por hora

Três tornados se abateram sobre o Estado

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Três tornados atingiram o Paraná em 7 de novembro, com ventos de até 330 km/h, deixando seis mortos e devastando Rio Bonito do Iguaçu. O governo federal iniciou ações emergenciais, incluindo assistência humanitária, envio de equipes técnicas e liberação de recursos. Foi decretado estado de calamidade no município.

O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) confirmou nesta segunda-feira (10) que pelo menos três tornados atingiram o interior do estado durante as tempestades registradas na última sexta-feira (7).

“As análises começaram logo após a ocorrência, com estudo dos dados de radar e das primeiras fotos e vídeos feitas pelas equipes de resgate no município e enviadas pela defesa civil”, informou o Simepar.

Além de Rio Bonito do Iguaçu, que registrou um tornado de categoria F3 na escala Fujita, os municípios de Turvo e de Guarapoava também registraram o fenômeno, ambos na categoria F2.

De acordo com o Simepar, em Rio Bonito do Iguaçu, os ventos chegaram a 330 quilômetros por hora (km/h), o topo da categoria F3. Em Turvo, os ventos foram estimados entre 180 km/h e 200 km/h e, em Turvo, superiores a 200 km/h.

“Além dos três tornados já confirmados, a equipe segue realizando estudos e análises de outras ocorrências suspeitas”, completou o órgão.

Classificação Velocidade do Vento (km/h) Descrição
Calmaria 0 a 5 km/h Folhas paradas, fumaça sobe verticalmente
Brisa leve 6 a 11 km/h Movimento de folhas, sensação no rosto
Brisa moderada 12 a 28 km/h Move galhos, levanta poeira e papel
Vento forte 29 a 49 km/h Galhos balançam, guarda-chuvas viram
Rajadas muito fortes 50 a 74 km/h Pode causar quedas de galhos e objetos
Tempestade/Vendaval Acima de 75 km/h Danos estruturais, quedas de árvores

Terremoto

Fique sabendo
Escala de magnitude dos terremotos


A magnitude de um terremoto mede a energia liberada no epicentro e é expressa geralmente pela Escala Richter.

Veja as categorias mais comuns:
-- Menor que 2,0 | Micro | Normalmente despercebido pelas pessoas.
-- 2 a 3,9 | Pequeno | Raramente causa danos; sentido por pessoas em repouso.
-- 4 a 4,9 | Leve | Pode causar pequenos tremores e ruídos em construções.
-- 5 a 5,9 | Moderado | Danos leves a estruturas mal construídas.
-- 6 a 6,9 | Forte | Danos significativos em áreas povoadas.
-- 7 a 7,9 | Grande | Pode causar destruição grave em grandes áreas.
-- 8 ou mais | Enorme ou Mega | Destruição catastrófica; raros e altamente perigosos.

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, disse neste domingo (9) que ainda não é possível mensurar todos os danos causados pelo tornado na cidade de Rio Bonito do Iguaçu (PR), a mais afetada, e em pelo menos outras 11 cidades de região centro-sul paranaense.

A equipe do governo federal visitou hoje áreas urbanas e rurais para avaliar a extensão do desastre. Ele disse que, agora, o tempo é de solidariedade e ação para ajudar as pessoas e restabelecer os serviços públicos e privados para reconstruir o que foi destruído. 

 “É preciso apoiar as famílias que estão precisando de assistência de saúde, alimentação e abrigo”, afirmou o ministro. 

De acordo com a Defesa Civil, 90% da área urbana de Rio Bonito do Iguaçu sofreram estragos na infraestrutura. O tornado deixou seis mortos, cinco em Rio Bonito do Iguaçu e uma em Guarapuava, também no Centro-Sul do estado.  

Urgências

Embora ainda não tenha a extensão total do desastre, o ministro defendeu a necessidade de alocação de recursos emergenciais de infraestrutura para retomada dos serviços essenciais.  

“A minha equipe, de ontem para hoje, já pôde medir, por exemplo, a necessidade de pelo menos R$ 15 milhões para construir uma nova escola e um ginásio”. 

Ele disse que as equipes do governo federal estão fazendo trabalho em campo para avaliar a quantidade de casas que foram destruídas, e também os de outros patrimônios privados e públicos que precisarão de reconstrução. 

Segundo Góes, a orientação do governo é que as prefeituras devam solicitar recursos de emergência o quanto antes e não apenas depois de ser realizado o balanço total da destruição. “Se há uma informação de uma escola que foi destruída e já existe um orçamento da área construída que precisa ser feita, já é possível empenhar esse recurso”.

O ministro ainda pediu união das três esferas de governo (União, Estado e municípios) para agilizar o atendimento das necessidades das pessoas. “Nós não temos problema de recepcionar nenhuma demanda”.

"Tudo o que for necessário para reconstruir a cidade de Rio Bonito do Iguaçu e outras cidades afetadas, o presidente Lula está determinando a mim e a outros colegas ministros que assim o façamos", completou o ministro. 

Segundo o Ministério, a diretora de tecnologia da informação do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Lea Bressy Amorim, está na cidade para avaliar a possibilidade de antecipação de pagamentos e outros auxílios. 

Outra ação imediata do governo foi a mobilização de uma equipe da Força Nacional do SUS de equipe composta por médico sanitarista, enfermeiro, analista de recursos logísticos, analista de incidentes e reconstrução assistencial e especialista em saúde mental em desastres. 

Em relação à energia elétrica, a empresa responsável pela distribuição de energia no Paraná (Copel), informou que restabeleceu 49% da rede elétrica de distribuição de energia de Rio Bonito do Iguaçu.

O governador do Paraná, Ratinho Junior, decretou estado de calamidade em Rio Bonito do Iguaçu. A decisão permite ao governo local executar gastos emergenciais sem as restrições normais do orçamento, além de facilitar acesso a verbas federais.