
O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) confirmou nesta segunda-feira (10) que pelo menos três tornados atingiram o interior do estado durante as tempestades registradas na última sexta-feira (7).
“As análises começaram logo após a ocorrência, com estudo dos dados de radar e das primeiras fotos e vídeos feitas pelas equipes de resgate no município e enviadas pela defesa civil”, informou o Simepar.
Além de Rio Bonito do Iguaçu, que registrou um tornado de categoria F3 na escala Fujita, os municípios de Turvo e de Guarapoava também registraram o fenômeno, ambos na categoria F2.
De acordo com o Simepar, em Rio Bonito do Iguaçu, os ventos chegaram a 330 quilômetros por hora (km/h), o topo da categoria F3. Em Turvo, os ventos foram estimados entre 180 km/h e 200 km/h e, em Turvo, superiores a 200 km/h.
“Além dos três tornados já confirmados, a equipe segue realizando estudos e análises de outras ocorrências suspeitas”, completou o órgão.
| Classificação | Velocidade do Vento (km/h) | Descrição |
|---|---|---|
| Calmaria | 0 a 5 km/h | Folhas paradas, fumaça sobe verticalmente |
| Brisa leve | 6 a 11 km/h | Movimento de folhas, sensação no rosto |
| Brisa moderada | 12 a 28 km/h | Move galhos, levanta poeira e papel |
| Vento forte | 29 a 49 km/h | Galhos balançam, guarda-chuvas viram |
| Rajadas muito fortes | 50 a 74 km/h | Pode causar quedas de galhos e objetos |
| Tempestade/Vendaval | Acima de 75 km/h | Danos estruturais, quedas de árvores |
Terremoto
A magnitude de um terremoto mede a energia liberada no epicentro e é expressa geralmente pela Escala Richter.
Veja as categorias mais comuns:
-- Menor que 2,0 | Micro | Normalmente despercebido pelas pessoas.
-- 2 a 3,9 | Pequeno | Raramente causa danos; sentido por pessoas em repouso.
-- 4 a 4,9 | Leve | Pode causar pequenos tremores e ruídos em construções.
-- 5 a 5,9 | Moderado | Danos leves a estruturas mal construídas.
-- 6 a 6,9 | Forte | Danos significativos em áreas povoadas.
-- 7 a 7,9 | Grande | Pode causar destruição grave em grandes áreas.
-- 8 ou mais | Enorme ou Mega | Destruição catastrófica; raros e altamente perigosos.
O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, disse neste domingo (9) que ainda não é possível mensurar todos os danos causados pelo tornado na cidade de Rio Bonito do Iguaçu (PR), a mais afetada, e em pelo menos outras 11 cidades de região centro-sul paranaense.
A equipe do governo federal visitou hoje áreas urbanas e rurais para avaliar a extensão do desastre. Ele disse que, agora, o tempo é de solidariedade e ação para ajudar as pessoas e restabelecer os serviços públicos e privados para reconstruir o que foi destruído.
“É preciso apoiar as famílias que estão precisando de assistência de saúde, alimentação e abrigo”, afirmou o ministro.
De acordo com a Defesa Civil, 90% da área urbana de Rio Bonito do Iguaçu sofreram estragos na infraestrutura. O tornado deixou seis mortos, cinco em Rio Bonito do Iguaçu e uma em Guarapuava, também no Centro-Sul do estado.
Urgências
Embora ainda não tenha a extensão total do desastre, o ministro defendeu a necessidade de alocação de recursos emergenciais de infraestrutura para retomada dos serviços essenciais.
“A minha equipe, de ontem para hoje, já pôde medir, por exemplo, a necessidade de pelo menos R$ 15 milhões para construir uma nova escola e um ginásio”.
Ele disse que as equipes do governo federal estão fazendo trabalho em campo para avaliar a quantidade de casas que foram destruídas, e também os de outros patrimônios privados e públicos que precisarão de reconstrução.
Segundo Góes, a orientação do governo é que as prefeituras devam solicitar recursos de emergência o quanto antes e não apenas depois de ser realizado o balanço total da destruição. “Se há uma informação de uma escola que foi destruída e já existe um orçamento da área construída que precisa ser feita, já é possível empenhar esse recurso”.
O ministro ainda pediu união das três esferas de governo (União, Estado e municípios) para agilizar o atendimento das necessidades das pessoas. “Nós não temos problema de recepcionar nenhuma demanda”.
"Tudo o que for necessário para reconstruir a cidade de Rio Bonito do Iguaçu e outras cidades afetadas, o presidente Lula está determinando a mim e a outros colegas ministros que assim o façamos", completou o ministro.
Segundo o Ministério, a diretora de tecnologia da informação do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Lea Bressy Amorim, está na cidade para avaliar a possibilidade de antecipação de pagamentos e outros auxílios.
Outra ação imediata do governo foi a mobilização de uma equipe da Força Nacional do SUS de equipe composta por médico sanitarista, enfermeiro, analista de recursos logísticos, analista de incidentes e reconstrução assistencial e especialista em saúde mental em desastres.
Em relação à energia elétrica, a empresa responsável pela distribuição de energia no Paraná (Copel), informou que restabeleceu 49% da rede elétrica de distribuição de energia de Rio Bonito do Iguaçu.
O governador do Paraná, Ratinho Junior, decretou estado de calamidade em Rio Bonito do Iguaçu. A decisão permite ao governo local executar gastos emergenciais sem as restrições normais do orçamento, além de facilitar acesso a verbas federais.
