
Com o resultado, a seleção brasileira encerra sua campanha na quinta colocação, sua pior posição na história das Eliminatórias para a Copa do Mundo, com 28 pontos (três vitórias a menos que no ciclo de 2002).
A partida foi encarada como uma “final” pela Bolívia, lutando por uma vaga na repescagem intercontinental. Já o Brasil estava classificado ao Mundial, usando o duelo para testar novas estratégias e descansar titulares.
Devido à altitude extrema de El Alto (cerca de 4.150 metros acima do nível do mar), a comissão técnica brasileira optou por deixar a delegação em Santa Cruz de la Sierra e subir apenas horas antes do confronto, tentando minimizar os efeitos adversos.
O Jogo
A Bolívia seguiu pressionando desde o princípio, tirando proveito do ritmo forte imposto pela altitude. O Brasil teve maior posse de bola (55%), mas mostrou pouca efetividade ofensiva: foram apenas 2 finalizações certas em comparação com 9 da Bolívia.
Nos acréscimos do primeiro tempo, uma disputa entre Bruno Guimarães e o lateral boliviano resultou em pênalti após revisão do VAR. Miguel Terceros converteu com precisão e colocou os donos da casa em vantagem.
Na segunda etapa, o Brasil buscou responder, com substituições ofensivas, mas não conseguiu superar a sólida defesa boliviana. O panorama tático favoreceu os anfitriões, que seguraram a vantagem até o apito final.
As estatísticas reforçam a eficácia da Bolívia, que transformou acerto em gols, enquanto o Brasil teve mais controle, mas pouca objetividade para converter chances em gol.
A vitória impulsiona a Bolívia na tabela, mantendo viva a esperança de vaga via repescagem. Já o Brasil encerra sua participação nas Eliminatórias com 28 pontos, oito vitórias, quatro empates e seis derrotas.
A Seleção Brasileira agora se prepara para a Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos, Canadá e México, enquanto a Bolívia ainda luta por uma possibilidade remota de classificação.
A altitude de El Alto impôs um desafio adicional: o Brasil historicamente sofre para jogar sob tais condições, e a derrota reacende lembranças da fatídica eliminação em La Paz, em 1993, quando perdeu por 2 a 0, resultado que impulsionou o retorno boliviano a uma Copa do Mundo após décadas.
Análise técnica
Fator altitude: A preparação minimalista -- subir apenas na hora da partida -- não foi suficiente para neutralizar os efeitos fisiológicos da altitude, que favoreceu a Bolívia.
Eficiência ofensiva: A Bolívia transformou uma única grande chance em gol, enquanto o Brasil, mesmo com mais posse, criou pouco e falhou em ser clínico.
VAR decisivo: A revisão que resultou no pênalti evidencia a influência crescente da tecnologia no jogo e sua capacidade de alterar rumos nas Eliminatórias.
Desgaste psicológico e físico: O equilíbrio brasileiro foi afetado pela rotação e falta de ritmo, enquanto a Bolívia demonstrou coesão e foco tático.

