Música

Jalmy mistura baianidade e influências da música latina

Em fusão de ritmos, artista explora sensações, gingado e regionalidade

Foto: Jailton Souza
Jalmy idealizou o Baile de Movimento

O suingue da música baiana com a batida caliente de ritmos latinos marcam o trabalho artístico do cantor, compositor e violonista Jalmy (@jalmy_), que está lançando seu segundo EP “Movimento vol. II”.

Entenda
EP caracteriza uma gravação com menos faixas do que um álbum ou um LP. Os EPs contêm cerca de 5 músicas.

Como o próprio nome sugere, o álbum que conta com 6 faixas, convida o público a mexer o corpo e se deixar levar pelas batidas envolventes, além de expressar sensorialmente a energia, suingue e costumes do verão baiano.

Nesse trabalho, Jalmy consolida sua identidade musical afrolatina, reunindo a fusão de ritmos baianos como o pagodão, samba-reggae e arrocha com beats e influências do reggaeton, salsa e cumbia.>

A mistura rítmica vem acompanhada de letras e símbolos que carregam uma profusão de cores, texturas, aromas e sensações, típicos de suas regiões de origem.

O álbum tem produção musical assinada por Marcos Cuper e produção executiva da Coliga Produções.

Jalmy completa 15 anos de carreira em 2024, atuando como cantor, compositor, produtor e  instrumentista, sendo que há 3 anos tem se dedicado à sua carreira solo.

Em Movimento vol. II, o artista dá continuidade ao prazer que descobriu na música em transbordar sensações e provocar aquela alegria genuína que surge no balançar dos corpos. Dessa forma, o artista compartilha com o público suas afetações a partir de sua musicalidade, aborda as diversas nuances das corporeidades, na relação com o sensorial, a sensualidade, o ritmo e os movimentos.

O EP abre com “Tardezinha”, canção que embala a narrativa sobre um fim de tarde quente, intenso e cheio de dengo. Em seguida, somos transportados para um baile latino com a canção “Movimiento”, uma cumbia com batidas e toques de berimbau que conta com os versos de Alexandre Marroquino. Já “Coisa de Sotaque” é marcado pelo suingue do pagodão baiano, com harmonias e melodias de fundo remetendo a salsa.

Em “Rupiô”, Jalmy traz uma vibe mais melódica e romântica, que traduz o jeito nordestino de se expressar e conta com a participação de Aiyra, artista do Rio Grande do Norte, na voz e percussões.

O clima de romance continua em “Na Boca da Noite”, uma balada com beats de ijexá e reggaeton e fecha com muita sensualidade com “Licor de Maracujá”, single já conhecido pelo público do artista e que mescla arrocha com brega funk.