Pedro Oliveira

Exposição de rádios antigos

Uma visita ao passado, marcou nos dias 10 e 11 deste mês, em Conceição do Coité, a 1ª exposição de rádios antigos. O evento idealizado pelo engenheiro de áudio Paulo Sérgio Moreira de Oliveira, técnico em eletrônica e restaurador de aparelhos, contou com cerca de 60 relíquias de sua bela coleção de antiguidades.

Entre as raridades, anotamos aparelhos fabricados nos idos de 1940 até a década de 1990. Ele disse que o amor e a paixão pelo rádio, começou aos 13 anos de idade e relata: “Não podemos deixar essa cultura morrer. Essas relíquias fazem parte da minha infância e da minha vida e muitas crianças, jovens e adultos, não conhecem essa tecnologia”.

Os aparelhos expostos, marcaram várias gerações e cada um deles, tem uma história peculiar. Entre as relíquias, destaques para o Crosley, modelo 56TX, de 1946 e Admiral de 1947 fabricados nos EUA; O Spica modelo ST 600, de 1958, originário do Japão; O Rádio Noveleiro, de 1960, fabricado na cidade baiana de Itiúba; O Semi Nole AM/FM, modelo Transmissor Nine 902, de 1965, fabricado no Japão; O Zenith, modelo Royal 16, de 1965; O General Electric, modelo P975F, ano 1968 e o Zenite, modelo Royal 21, de 1973, originários dos EUA.

O rádio que resiste até o dia de hoje os avanços tecnológicos, ainda mantém fãs e colecionadores. Muito antes da televisão era o rádio que divulgava as notícias e os cantores que mexiam com a vida das pessoas. Ter um aparelho desses em casa, era uma necessidade e também um prazer e essa exposição foi uma oportunidade de fazer um verdadeiro passeio pela história de receptores clássicos e inesquecíveis. Modelos antigos que trazem elementos culturais correspondentes aos seus países.

Os veículos de comunicação responsáveis por levar informações e entretenimento aos locais mais remotos, nas décadas passadas, com a evolução, hoje, os rádios estão presentes em celulares e plataforma de streaming cada vez mais perto dos brasileiros. Os aparelhos expostos agregam muito valor nos dias atuais e os preços das peças variam de R$ 150,00 a R$ 3mil. No passado os rádios eram muito importantes e cada aparelho exposto tem sua história.    

“Não é fácil manter esses aparelhos antigos funcionando sem apoio do poder público e privado. Para expor essas peças históricas, estou pagando pelo aluguel do toldo e a estrutura para colocar os aparelhos em cima, para que as pessoas possam conhecer como era o rádio do passado. Se eu vender um desses itens, a prefeitura já me alertou que vai cobrar R$ 225,00 pelo alvará. O que é um absurdo”, desabafou Paulo Sérgio, comentando que entre rádios, rádios amador e aparelhos de tvs, tem quase 400 peças em seu acervo.