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Daniel Alves admite ansiedade pela estreia nos Jogos Olímpicos de 2021

Daniel Alves quer adicionar um título inédito à sua sala de troféus

Foto: Lucas Figueiredo/CBF
Daniel Alves fala sobre a partida de estreia entre Brasil e Alemanha na Olimpíada

Prestes a estrear na competição, Daniel Alves não esconde a felicidade por defender a Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos. Capitão brasileiro, o lateral participou da entrevista coletiva oficial do duelo com a Alemanha e falou sobre a expectativa para seu primeiro jogo com a Seleção na Olimpíada.

Ao valorizar a chance dada pelo técnico André Jardine, Daniel Alves lembrou que já esteve perto de disputar a Olimpíada em outras duas oportunidades. Dessa vez, no entanto, o sonho se tornou realidade e o lateral quer levar toda sua gratidão para dentro de campo.

"Poder estar aqui é muito especial para mim. Bati na trave duas vezes e na terceira aconteceu. Estou muito grato pela confiança e pelo respeito ao trabalho construído durante toda minha carreira", disse Dani Alves.

Um dos maiores vencedores da história do futebol, Daniel Alves quer adicionar um título inédito à sua sala de troféus. O ouro olímpico é uma obsessão para o atleta, que garante: pode até ter 38 anos e ser o mais velho da turma, mas tem a ambição e o espírito de um garoto.

"Eu como todo mundo conhece, sou uma pessoa que tem um espirito muito jovem, então, independente da história que se tenha a primeira vez ela é sempre muito especial e estamos aqui em igualdade de experiência a grande maioria, porque nunca participamos de um evento tão gigantesco e tão importante como esse e eu espero estar a altura não só da competição como também da minha seleção", concluiu. 

A Seleção Brasileira entra em campo nesta quinta-feira (22), às 8h, para enfrentar a Alemanha no Estádio de Yokohama, no Japão. 

O que pensa o técnico

O técnico André Jardine faz os preparativos finais para a estreia da Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos. Na véspera do jogo contra a Alemanha, o treinador exaltou o confronto, que repete o duelo da final da Olimpíada do Rio 2016.

Jardine lembrou a importância da rivalidade entre Brasil e Alemanha e falou sobre a honra de escrever um capítulo neste confronto.

"É um grande clássico mundial, uma partida que tem uma história maravilhosa e é uma honra para todos nós poder fazer parte dessa história. O principal é poder coroar uma abertura de Jogos Olímpicos para a gente com um jogo dessa magnitude. A gente fica realmente muito honrado. Vai ser um dia além de disfrutar de um jogo, da gente realmente escrever mais uma pagina na história desse confronto e uma página que seja brasileira", afirmou Jardine.

Perguntado sobre o time que levará a campo diante da Alemanha, Jardine fez mistério, mas ressaltou a importância de trabalhar o grupo todo coletivamente. O treinador da Seleção disse que achará a formação ideal a cada partida, de acordo com seus adversários.

"Podemos, durante a competição, surpreender, encontrar alternativas diferentes, melhores estratégias. Vamos realmente pensar jogo a jogo. Para esse jogo, a gente optou pra uma formação que vai nos dar bastante força na frente, que vai nos dar também um poder muito grande de marcação e entendemos que é a formação ideal para esse jogo contra a Alemanha" , ponderou.

O técnico também comentou o trabalho realizado nos últimos dias, com os treinos em território japonês, e citou o desafio de encontrar a equipe ideal com o pouco tempo com o grupo completo à sua disposição.

"A gente teve que aproveitar os poucos treinamentos com o grupo completo. Então, a estratégia foi realmente tentar entrosar o máximo essa equipe que a gente entende ser a equipe ideal para o inicio do jogo. É muito comum e muito frequente, nessas competições, as equipes que começam não terminarem a competição. Em especial uma seleção como a nossa, com o grupo qualificado que tem", comentou Jardine. 

Dados e números

No Japão, 22 jogadores defendem a medalha de ouro da Seleção Brasileira. Os comandados de André Jardine se preparam para buscar o bicampeonato olímpico no futebol masculino nos Jogos de Tóquio 2020, com um grupo recheado de talento, juventude e um toque de experiência.

Para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, cada Seleção Masculina pôde levar apenas três atletas com uma idade superior a 24 anos (geralmente o limite vai até 23 anos, mas foi alterado por conta do adiamento da competição). Os três jogadores escolhidos por Jardine para lider a Seleção Brasileira são defensores: o goleiro Santos, o lateral Dani Alves e o zagueiro Diego Carlos.

Entre todos os 22 atletas, o mais novo é Reinier. Aos 19 anos, o meia é o representante da "geração 2002" no grupo da Seleção. O mais velho, por sua vez, é Dani Alves, que completou 38 anos no último mês de maio. O lateral é também o único jogador com experiência de Copa do Mundo na Seleção Olímpica. Ele esteve no grupo que disputou o Mundial da FIFA em 2010, na África do Sul, e em 2014, no Brasil.

Além de Dani Alves, o atacante Richarlison é o outro jogador convocado que já tem conquistas pela Seleção Brasileira Principal. Com direito a gol na final, o Pombo participou da conquista da Copa América em 2019. O atacante do Everton é um dos três atletas da Premier League no grupo da Seleção Olímpica. Além dele, o meia Douglas Luiz, do Aston Villa, e o atacante Gabriel Martinelli, do Arsenal, completam o trio do Campeonato Inglês.

O futebol inglês é, ao lado do alemão, o segundo que mais fornece jogadores para a Seleção, com três cada. Da Alemanha, vêm Paulinho, Matheus Cunha e Reinier. Ao todo, os atletas vêm de clubes de seis países diferentes, além do Brasil: Alemanha, Espanha, França, Inglaterra, Holanda e Rússia.

O futebol brasileiro compõe metade da lista da Seleção Olímpica. Dos 22 jogadores chamados por Jardine, 11 atuam em solo nacional, incluindo alguns dos principais destaques do Brasileirão Assaí, como o meia Claudinho, eleito o melhor jogador e a revelação do campeonato em 2020. 

Ao todo, 19 clubes distintos serão representados pela Seleção Brasileira Masculina durante os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Athletico Paranaense, Grêmio e Vasco da Gama foram os times que mais cederam atletas para a equipe de André Jardine, com dois jogadores cada.

Do atual grupo, sete jogadores estiveram no Torneio Maurice Revello, em 2019, a primeira convocação do ciclo comandado por Jardine: Lucão, Bruno Fuchs, Douglas Luiz, Matheus Henrique, Antony, Paulinho e Matheus Cunha. O centroavante, aliás, é o artilheiro absoluto da Seleção Olímpica desde então. Com os dois gols na vitória sobre os Emirados Árabes Unidos, na última quinta-feira, Cunha chegou a 18 gols pela equipe.