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Teatro de Revista: as vedetes que incendiavam a imaginação

Elas eram tão famosas quanto estrelas do cinema de Hollywood

Luz del Fuego
Luz del Fuego

O Brasil está celebrando os 160 anos do teatro de revista, também conhecido como teatro rebolado ou simplesmente revista musical, uma das mais populares formas de arte cênica no País e que surgiu ainda no tempo do Império.

Um das formas mais exuberantes de teatro popular, o teatro de revista é filho legítimo das expressões que nasceram na França no século 18. No Brasil, acabou rebatizada como simplesmente revista, e no final de 1861, no Rio de Janeiro, foi encenada a primeira revista profissionalmente montada, embora apresentações esporádicas já tivessem ocorrido desde 1859.

A revista surgiu como desdobramento das operetas, tipo de ópera popular comum em toda a Europa. 

Suas características quase obrigatórias eram o frequente apelo à sensualidade e a sátira social e política.

Os espetáculos eram compostos por esquetes entremeados por números de música e dança, e quem reinavam absolutas no teatro de revista eram as vedetes, mulheres que encarnavam o ideal erótico e sensual de gerações, tão famosas quanto estrelas do cinema de Hollywood, além dos cantores da Rádio Nacional.

Seus nomes seguem na memória de quem viveu, presenciou ou simplesmente as conhecia de fama.

Uma das mais famosas foi Virgínia Lane, que em 1948, sob a direção de Chianca de Garcia, apareceu como vedete na revista "Um Milhão de Mulheres", no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro. Era a vedete mais famosa da Praça Tiradentes e recebeu o título de “A Vedete do Brasil”, dado pelo Presidente Getúlio Vargas.

Outra era Luz del Fuego (seu nome verdadeira era Dora Vivacqua), que dançava nua, enrolada em uma cobra, e escandalizou o País. Ela atraía enorme público para os seus espetáculos e tornou-se uma das mais conhecidas dos anos 1950 no Brasil.

O programa Mosaico, canal do Focus Brasil Digital, traz uma reportagem sobre o Teatro de Revista