
Lionel Messi encerrou sua histórica trajetória pela seleção argentina nessa terça-feira (6 de outubro), em uma noite marcada por lágrimas, homenagens e festa no Monumental de Nuñez, em Buenos Aires.
Após 21 anos defendendo a Albiceleste, o camisa 10 se despediu com gol, duas assistências e vitória por 3 a 0 sobre o Benin.
O resultado do amistoso ficou em segundo plano diante da dimensão da despedida. A partida representou a última oportunidade de o torcedor argentino acompanhar Messi em campo com a camisa da seleção, encerrando uma trajetória que o colocou entre os maiores nomes da história do futebol.
A emoção começou antes mesmo da chegada ao estádio. No ônibus da delegação, Messi foi flagrado chorando durante o trajeto até o Monumental. No aquecimento, o técnico Lionel Scaloni também não conteve as lágrimas. Durante a execução do hino argentino, jogador e treinador voltaram a se emocionar.
Dentro de campo, Messi procurou transformar a despedida em mais uma atuação para a memória. No primeiro tempo, foi o argentino que mais buscou o gol, mas parou em defesas do goleiro Marcel Dandjinou e também desperdiçou duas finalizações.
Os gols ficaram para a etapa final. Logo aos dois minutos, Messi cobrou escanteio pela esquerda e Nicolás Otamendi, que também se despedia da seleção, abriu o placar. Pouco depois, o camisa 10 encontrou Nico Paz na entrada da área. O jovem meia chutou cruzado e ampliou.
O terceiro gol transformou a despedida em festa completa. Aos 22 minutos, após pênalti cometido sobre Agustín Giay, Messi assumiu a cobrança e acertou o ângulo esquerdo do gol. O Monumental explodiu para celebrar pela última vez um gol do capitão argentino com a camisa da seleção.
Messi ainda teve oportunidades para ampliar, mas o placar permaneceu em 3 a 0. Com o apito final, chegou ao fim uma trajetória iniciada há mais de duas décadas e marcada por uma transformação na relação do craque com a seleção de seu país.
Depois de derrotas dolorosas e de anos de cobranças, Messi conduziu a Argentina a uma sequência de conquistas. Levantou as Copas América de 2021 e 2024, venceu a Finalíssima e alcançou o ponto máximo ao conquistar a Copa do Mundo de 2022, no Catar.
O atacante também conquistou o Mundial Sub-20 de 2005 e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. Pela seleção principal, despediu-se depois de mais de duas décadas como protagonista e capitão de uma geração campeã.
A última apresentação reuniu os elementos que marcaram sua passagem pela Argentina: talento, protagonismo, gols, assistências e emoção. Quando o árbitro encerrou a partida, terminou também uma das trajetórias mais importantes da história da seleção argentina. A última dança de Lionel Messi com a camisa da Albiceleste estava completa.
