Antes do desfile, Mariene de Castro fará show gratuito às 16h, no Campo Grande
A Orquestra do Maestro Reginaldo de Xangô acompanhará o percurso com 80 músicos
A Volta da Cabocla ocorria tradicionalmente no dia 5 de julhoA Volta da Cabocla, cortejo que marca o retorno dos carros do Caboclo e da Cabocla ao Pavilhão 2 de Julho, na Lapinha, será realizada nesse sábado (4 de julho), de forma excepcional.
A mudança ocorreu porque a Seleção Brasileira joga no domingo (5), às 17h, contra a Noruega, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
Tradicionalmente, o retorno acontece em 5 de julho, dentro dos festejos da Independência do Brasil na Bahia. Neste ano, a programação foi antecipada para evitar conflito com a partida da Seleção.

O carro da Cabocla
Os carros do Caboclo e da Cabocla deixarão o Largo do Campo Grande às 18h em direção ao Pavilhão 2 de Julho, na Lapinha, seguindo o percurso tradicional.
O trajeto será acompanhado pela Orquestra do Maestro Reginaldo de Xangô, atualmente conduzida pela maestrina Rita Barbosa, filha do músico. Ela assumiu a responsabilidade de manter a tradição em 2013 e, desde então, lidera a formação musical que acompanha o retorno dos símbolos centrais da celebração.
Mudança de data mantém tradição do festejo
Segundo o presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Fernando Guerreiro, a antecipação não reduz a importância da celebração.
“O retorno dos Caboclos tem grande força, principalmente nos contextos cívico e religioso. Por conta do jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, estamos antecipando a data, mas continuará sendo um acontecimento único no Centro Histórico, com bandas, fanfarras e uma participação popular intensa, tão grande quanto no desfile convencional do 2 de Julho”, afirmou.
Orquestra terá 80 músicos durante o percurso
Neste ano, a Orquestra do Maestro Reginaldo de Xangô contará com 80 músicos. Eles serão divididos em dois grupos de 40 integrantes, que acompanharão os carros do Caboclo e da Cabocla durante todo o trajeto.
À frente da orquestra, Rita Barbosa afirma que a celebração tem ligação direta com sua trajetória familiar, religiosa e afetiva.
“Essa relação com os Caboclos transcende o lado cívico. É a minha responsabilidade como mulher de santo. Mas, acima de tudo, representa o principal elo de lembranças e resistência ao trabalho de meu pai. Cresci vendo o amor devotado por ele a esses caboclos e aprendi a amá-los também”, disse.
A maestrina também destacou a permanência de músicos que acompanham a tradição há décadas.
“Há músicos que estão há mais de 30 anos na orquestra. Muitos que me viram criança. E isso é uma forma de manter a memória e o legado do maestro. Procuro fazer da forma como ele fazia, adequando o novo a esse propósito”, afirmou.
Antes da saída da Volta da Cabocla, o Campo Grande receberá uma apresentação gratuita da cantora Mariene de Castro. O show está previsto para começar às 16h e integra a programação especial dos festejos da Independência do Brasil na Bahia.
Por que a Volta da Cabocla é importante?
A Volta da Cabocla integra as celebrações do 2 de Julho, data que marca a Independência do Brasil na Bahia.
O retorno dos carros do Caboclo e da Cabocla à Lapinha simboliza o encerramento de uma das etapas mais tradicionais da festa, que mistura elementos cívicos, populares e religiosos.

