
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, visita nessa quarta-feira (1° de julho) o canteiro de obras da ponte que irá ligar Salvador à Ilha de Itaparica, em Vera Cruz (BA).
Inserida no Novo PAC, a ponte terá 12,4 quilômetros de extensão e deve reduzir o tempo de travessia de 1 hora para 15 minutos.
A obra tem sido alvo de críticas por parte da oposição. O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, disse que "quase R$ 1 bilhão já foram gastos e a obra segue no papel".
“De onde foi que o ex-prefeito de Salvador tirou que o governo já gastou um bilhão? Fica chutando, sem vergonha de mentir, porque irresponsavelmente nem parou para estudar o projeto”, rebateu o líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia, deputado estadual Rosemberg Pinto (PT).
Segundo ele, a oposição tenta reduzir a importância da obra; projeto é uma PPP e recebeu mais de 800 toneladas de materiais vindos da China para etapas iniciais
Para o parlamentar, a reação da oposição tenta levar para o embate eleitoral uma obra que, segundo ele, é estratégica para a logística e o desenvolvimento do estado.
Rosemberg acusa a oposição de tentar desqualificar a obra e afirma que a postura da oposição revela uma contradição. Segundo ele, a ponte foi tratada durante anos como uma promessa distante, mas passou a ser alvo de novas críticas quando o projeto começou a apresentar etapas mais visíveis de mobilização.
“Parece que, para alguns, o problema não é a ponte atrasar. O problema é a ponte acontecer”, afirmou o deputado.
Na avaliação do líder governista, o debate sobre a ponte é legítimo, mas não deve ser usado para negar movimentações já registradas no projeto.
Chegada de materiais da China é usada como argumento por Rosemberg
Rosemberg também contestou a versão de que o projeto não estaria avançando. Ele citou a chegada de equipamentos vindos da China como sinal de que a obra entrou em nova fase.
Em maio de 2026, o Governo da Bahia informou que um navio com mais de 800 toneladas de materiais vindos da China atracou em Salvador. Segundo a gestão estadual, a carga seria usada na instalação de estruturas provisórias necessárias ao início das atividades em campo.
“O debate político é legítimo, mas negar uma realidade visível para tentar obter vantagem eleitoral é outra coisa. A Bahia espera por desenvolvimento, não por torcida contra”, disse Rosemberg.
O governo estadual também apresentou ao Tribunal de Contas do Estado da Bahia, em 25 de junho de 2026, um balanço do contrato de concessão, citando movimentação em três canteiros, montagem da Plataforma Linear Provisória e início de intervenções em terra.
Para Rosemberg, ponte tem impacto além da disputa política e não deve ser tratada apenas como pauta partidária. Ele afirmou que o empreendimento pode alterar a dinâmica econômica e social da Bahia ao melhorar a integração entre Salvador, Ilha de Itaparica, Baixo Sul e outras regiões.
“A ponte não é de um governo ou de um partido. É da Bahia”, afirmou.
Segundo Rosemberg, a oposição direciona críticas à ponte porque o projeto simboliza uma agenda de futuro para o estado. “Quem não tem proposta para o amanhã tenta desqualificar quem está construindo”, disse.


