Carnaval / Cidade

Índice mostra quem toma
prejuízo com o carnaval

O varejo de Belo Horizonte teve o melhor desempenho entre as capitais analisadas

Foto: Ilustração Claude IA
Vários setores amargam perdas de faturamento por causa do carnaval
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O varejo de Salvador caiu 3,1% no Carnaval de 2026 ante 2025, segundo o ICVA, desempenho superior à média nacional (-8%). Turismo & Transporte cresceu 1,1% na capital. No país, o recuo foi influenciado pelo efeito calendário, com quedas mais intensas fora dos principais polos da festa.

O varejo de Salvador registrou queda de 3,1% no Carnaval de 2026 em relação ao ano anterior, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA).

O desempenho da cidade melhor que a média nacional (-8,0% em relação ao feriado de 2025).

Supermercados tiveram retração expressiva tanto no Brasil (-17,2%) quanto nas capitais, com quedas que variaram de -7,2% em Belo Horizonte a -22%, no Rio de Janeiro.

A diferença de calendário entre os períodos comparados -- início de março no ano passado versus meados de fevereiro neste ano --contribuiu para esse desempenho mais fraco, já que o começo do mês costuma concentrar maior volume de compras.

O macrossetor de Serviços diminuiu 2,5%, enquanto Bens Duráveis e Semiduráveis teve uma queda de 5,7%.

A retração mais intensa foi registrada pelo macrossetor de Bens Não Duráveis: -10,2%.

A sazonalidade entre as datas comparadas desfavoreceu especialmente o segmento de Supermercados, que apresentou queda de 17,2% no Brasil, refletindo a diferença entre uma semana de início de mês no ano passado e uma semana intermediária neste ano.

Apesar do desempenho negativo do varejo total, o setor de Turismo & Transporte cresceu 3,3%, destacando-se como o principal vetor positivo da data.

O resultado indica que, mesmo em um contexto de comparação desfavorável, o feriado manteve seu apelo para viagens e deslocamentos.

Entre os microssetores, destaque para o segmento de Hotéis, que teve um avanço de 4,3%, reforçando a leitura de que o período carnavalesco foi atrativo para viagens.

O setor de Cinemas também registrou crescimento, de 1,3%, sugerindo que parte dos consumidores buscou alternativas de entretenimento além do Carnaval.

Já Transporte Urbano teve leve alta de 0,2%, enquanto Bares (-1,1%), Restaurantes (-5,4%) e Lanchonetes (-9,4%) apresentaram retração.

“O desempenho reforça uma tendência de diversificação do consumo no feriado: menos concentrado apenas em alimentação e compras de ocasião e mais distribuído entre experiências e entretenimento”, afirma Carlos Alves, vice-presidente de Negócios da Cielo.

Capitais

A queda no varejo no Brasil (-8%) foi mais intensa do que nas principais capitais associadas ao Carnaval, indicando que a data ajudou a suavizar o impacto negativo nas regiões mais festivas.

Belo Horizonte teve o melhor desempenho entre as capitais analisadas, com retração de apenas 1%.

Já o Rio de Janeiro caiu 1,9%, seguido por Salvador (-3,1%), Recife (-5,8%) e São Paulo (-5,9%).

No recorte setorial por cidade, destaque para o Rio de Janeiro, onde Turismo & Transporte cresceu 9,3%.

Em Salvador, o setor também avançou 1,1%. Já em Recife, embora todos os segmentos tenham recuado, Turismo & Transporte apresentou a menor queda (-1,9%), novamente demonstrando resiliência.

Em Belo Horizonte, além da retração mais moderada do varejo total, o setor de Drogarias cresceu 1,6%, enquanto Recreação & Lazer teve alta de 0,5%, mostrando dinamismo local.

No Rio de Janeiro, além do avanço de Turismo & Transporte, Drogarias teve alta de 1,3%.

Em São Paulo, todos os segmentos avaliados apresentaram queda, com destaque negativo para Supermercados (-10,2%) e Bares & Restaurantes (-9,6%).

O Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) acompanha mensalmente a evolução do Varejo brasileiro, de acordo com as vendas realizadas em 18 setores mapeados pela Cielo, desde pequenos lojistas a grandes varejistas. O peso de cada setor no resultado geral do indicador é definido pelo seu desempenho no mês.