
O Brasil contabiliza 88 casos confirmados de mpox em 2026, distribuídos pelo Distrito Federal e seis estados, segundo dados divulgados por Brasil 61 com base em informações do Ministério da Saúde. Não há registros de casos graves ou óbitos, e a maioria dos pacientes apresenta sintomas leves a moderados.
De acordo com o Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica do Ministério da Saúde, os casos estão concentrados no Distrito Federal, com um registro, e nos estados de Minas Gerais, com três; Paraná, com um; Rio de Janeiro, com 15; Rondônia, com quatro; Rio Grande do Sul, com dois; e São Paulo, que lidera com 62 confirmações.
Desde 2022, o país soma 14.566 notificações da doença, conforme painel de monitoramento atualizado até 20 de fevereiro de 2026. A maior parte das ocorrências foi registrada entre 2022 e 2023, período em que mais de 120 países enfrentaram um surto global que ultrapassou 100 mil casos.
A mpox, anteriormente chamada de varíola dos macacos, é uma infecção viral zoonótica causada por vírus do gênero Orthopoxvirus, o mesmo grupo da varíola. A transmissão pode ocorrer por contato direto com lesões de pele de pessoas infectadas, exposição a fluidos corporais e secreções respiratórias, compartilhamento de objetos contaminados e contato com animais silvestres, especialmente roedores.
Entre os sintomas estão erupções cutâneas ou lesões na pele, linfonodos inchados, febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios e fraqueza. Em caso de suspeita ou confirmação, o Ministério da Saúde orienta isolamento imediato e a não utilização compartilhada de objetos pessoais durante o período de transmissão.
A prevenção é considerada a principal medida de proteção. A recomendação é evitar contato direto com pessoas infectadas. Se não for possível, devem ser utilizados equipamentos de proteção, como luvas, máscaras, avental e óculos. Também é indicado manter a higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel, higienizar roupas e lençóis com água morna e detergente, desinfetar superfícies e descartar adequadamente resíduos como curativos.
Em relação ao tratamento, o antiviral tecovirimat, conhecido como TPOXX e inicialmente desenvolvido para a varíola, foi aprovado em 2022 para auxiliar no manejo da mpox. Ainda assim, a Organização Pan-Americana da Saúde ressalta que não existe terapia específica para a infecção. O acompanhamento clínico deve priorizar o alívio dos sintomas, a prevenção de complicações e a redução de sequelas. Recomenda-se manter lesões secas ou cobertas, evitar contato com feridas na boca e nos olhos e utilizar enxaguantes bucais e colírios sem cortisona.
A estratégia de vacinação adotada pelo Ministério da Saúde prioriza grupos com maior risco de desenvolver formas graves. Na imunização pré-exposição, estão incluídas pessoas vivendo com HIV/aids, maiores de 18 anos, com baixa imunidade, e profissionais de laboratório entre 18 e 49 anos que manipulam o vírus. Já a vacinação pós-exposição é indicada para quem teve contato direto com fluidos ou secreções de casos suspeitos, prováveis ou confirmados.
