Carnaval / Cidade

Paulinho Boca celebra 80 anos
de idade e 50 de carnaval

O cantor e compositor preparou uma apresentação que mostra o caldeirão musical do carnaval baiano

Foto: @MarcosHermes | Divulgação
Paulinho Boca de Cantor
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A comemoração dos 80 anos de Paulinho Boca de Cantor terá três edições do “Baile do Boca” no Carnaval do Centro de Salvador, entre 13 e 16 de fevereiro, celebrando sua trajetória, a história dos Novos Baianos e a transformação do trio elétrico e da música baiana.

A celebração começa no Centro da cidade. Serão três apresentações do “Baile do Boca Especial 80 Anos”: na sexta-feira, 13 de fevereiro, às 20h30, no Palco Castro Alves; no domingo, dia 15, às 17h, no Largo Tereza Batista, no Pelourinho; e na terça-feira (16), às 17h30, no Palco Axé Pelô, montado no Largo de Tieta, também no Pelourinho.

Além de ser um dos primeiros cantores de trio elétrico, Paulinho foi responsável, junto com seus parceiros do grupo Novos Baianos, por levar a voz amplificada para os caminhões que arrastam multidões, na segunda metade da década de 1970.

Esse movimento transformou a relação entre artistas, público e espaço urbano, redefinindo para sempre a experiência do carnaval soteropolitano e da música da Bahia. 

Para a comemoração, Paulinho preparou um show que atravessa os ritmos que formam o caldeirão musical do carnaval baiano – galopes, samba-reggae, ijexás, frevos, marchinhas, sambas e axé music –, costurados pelo clima de baile e encontro. 

Paulo Roberto Figueredo de Oliveira nasceu no município de Santa Inês, no interior da Bahia, em 28 de junho de 1946.

Desde cedo, encantou-se pela música que ecoava nos alto-falantes de sua cidade natal, experiência que marcaria sua relação com o canto popular. Já em Salvador, iniciou sua carreira como crooner de orquestras, de onde surgiu o apelido que se tornou seu nome artístico: Paulinho Boca de Cantor.

Em 1968, conheceu Moraes Moreira e Luiz Galvão. Desse encontro, surgiu o embrião que deu forma ao que viria a ser o lendário grupo Novos Baianos, símbolo da liberdade criativa, da mistura de ritmos e da alma tropicalista, a que se somaram Baby do Brasil e Pepeu Gomes.

Os Novos Baianos construíram uma das obras musicais mais originais e influentes da MPB. Um dos seus álbuns, “Acabou Chorare” (1972), foi eleito pela revista Rolling Stone como o “maior disco brasileiro da história” e incluído pela revista americana Paste Magazine na 51ª posição entre os 300 melhores álbuns da história mundial.

A partir dos anos 1980, iniciou sua carreira solo, lançando discos e fazendo shows por diversas partes do mundo. Entre os trabalhos mais recentes, destacam-se o álbum “Além da Boca” (2021), com participações de Zeca Baleiro, Curumin, Anelis Assumpção, Tim Bernardes, Biel Basile do Terno, Manoel Cordeiro, Pupilo e Edgar Scandurra, e o disco “Gerasons”, gravado ao vivo em 2004, em Salvador, com a participação de Pepeu Gomes, Baby do Brasil e os filhos dos integrantes dos Novos Baianos que seguiram a carreira musical.