Palco

'Meus cabelos baobá' está em curta temporada no Teatro Jorge Amado

O espetáculo lança um olhar lírico e político sobre o corpo negro feminino

Foto: Diney Araújo | Divulgação
Em cena, as atrizes Luana Xavier, Márcia Limma e Meniky Marla

O espetáculo Meus Cabelos Baobá retorna aos palcos de Salvador para uma curta e calorosa temporada de verão no Teatro Jorge Amado, até 18 de janeiro.]

As apresentações acontecem às quintas e sextas, às 20h; aos sábados e domingos, às 19h, com ingressos à venda pela plataforma Sympla e na bilheteria do teatro.

Em cena, as atrizes Luana Xavier, Márcia Limma e Meniky Marla conduzem o público por uma fábula poética sobre o feminino negro, acompanhadas das musicistas Aisha Araújo, Ingride Nascimento, Ivone Jesus e Meg Azevedo, que executam ao vivo a trilha sonora original. A peça se constrói como um rito de passagem e celebração ancestral, tendo o baobá — árvore sagrada símbolo de força, memória e sabedoria — como eixo central da narrativa.

A dramaturgia apresenta a trajetória de uma menina negra que atravessa infância, maturidade e ancestralidade em uma jornada coletiva e espiralar. Inspirada pelas mitologias africanas e pela escrita potente de Conceição Evaristo, a obra costura canto, dança, memória e resistência, afirmando o corpo negro feminino como território de criação, enfrentamento e reinvenção.

Meus Cabelos Baobá lança um olhar lírico e político sobre o corpo negro feminino como território de luta, reinvenção e poder. O baobá, mais do que metáfora, é presença viva e guia simbólico: é raiz, abrigo e testemunha. A menina que dialoga com a árvore aprende a transformar marginalizações em coroa, solidão em realeza e silêncio em canto, trilhando um caminho que vai da infância ao trono simbólico da mulher negra rainha.

Dirigido por Fred Soares e Luiz Antonio Sena Jr., com texto de Fernanda Dias, o espetáculo reúne uma equipe criativa comprometida com a memória, a ancestralidade e a resistência das mulheres negras: Dudé Conceição, na direção de movimento; Fabíola Nansurê, na preparação corporal; Diego Neri, na direção musical; Pedro Caldas, na cenografia; Luciano Santana, nos figurinos; e Felipe Lima, na iluminação.

Anote

Local: Teatro Jorge Amado – Salvador
Datas: Até 18 de janeiro 
Horários e valores
-- Quinta-feira (20h) – R$ 40 e R$ 20 (meia)
-- Sexta-feira (20h) – R$ 50 e R$ 25 (meia)
-- Sábado (19h) – R$ 60 e R$ 30 (meia)
-- Domingo (19h) – R$ 60 e R$ 30 (meia)