Política

Augusto Cury promete 'silêncio' durante campanha do 2º turno

No primeiro turno ele recebeu cerca de 3,44 milhões de votos, equivalentes a 2,89% dos votos válidos

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Augusto Cury (Avante), terceiro colocado na eleição presidencial, afirmou que não apoiará Lula nem Flávio Bolsonaro no segundo turno. Com 2,89% dos votos válidos, o escritor também disse que pretende deixar a política e voltou a defender o diálogo e a redução da polarização no país.

Terceiro colocado na disputa pela Presidência da República, Augusto Cury (Avante) afirmou que não pretende declarar apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. O escritor também disse que sua intenção é deixar a vida político-partidária após as eleições.

Cury recebeu cerca de 3,44 milhões de votos, equivalentes a 2,89% dos votos válidos. Com a disputa presidencial seguindo para o segundo turno, marcado para 25 de outubro, Lula e Flávio Bolsonaro passam a buscar os eleitores dos candidatos que ficaram fora da etapa final.

Ao comentar sua posição após a apuração, Cury afirmou que permanecerá em silêncio sobre a escolha entre os dois concorrentes e desautorizou manifestações de apoio feitas em seu nome ou no de Júlio Delgado, candidato a vice em sua chapa. "Não quero responder nada em relação ao segundo turno", declarou na noite de domingo (4).

O candidato também indicou que a eleição deve encerrar sua passagem pela política partidária. Cury afirmou ter "100% de convicção" de que não pretende continuar na atividade, embora tenha ressalvado que não é possível prever se manterá essa decisão no futuro.

Durante a campanha, Cury adotou como uma de suas principais bandeiras o combate à polarização política. Após o resultado, divulgou uma carta em que agradeceu os votos, cumprimentou Lula e Flávio Bolsonaro e defendeu que propostas apresentadas por sua candidatura sejam consideradas pelo próximo governo.

Na mensagem, Cury voltou a defender o diálogo entre eleitores de diferentes posições políticas. Segundo ele, conservadores e progressistas devem ser capazes de conversar e divergir sem transformar diferenças políticas em hostilidade pessoal.