Carnaval / Cidade

Olodum leva Benin para a avenida

A instituição fez uma viagem cultural e religiosa

Foto: Feijão Almeida
Os tambores do Olodum ecoaram o som dop Benin
Leia Mais Rápido
O Olodum desfilou no Circuito Osmar, em Salvador, na sexta-feira (13), celebrando 46 anos com referências aos Egunguns após viagem cultural ao Benin. Com apoio do programa Ouro Negro, o bloco saiu do Pelourinho e destacou o samba-reggae, criado por Neguinho do Samba, como marca do Carnaval baiano.

O Bloco Olodum subiu a ladeira do ‘Pelô’ e chegou ao Campo Grande, no Circuito Osmar, na noite dessa sexta-feira (13 de fevereiro), com suas cores tradicionais canções eternizadas na história e presença marcante dos tambores. 

A instituição fez uma viagem cultural e religiosa ao Benin com referências aos Egunguns, no 46º desfile da agremiação.

Com o apoio do Ouro Negro, programa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA) de incentivo aos blocos de matriz africana, a festa começou ainda no Centro Histórico de Salvador, em frente à Casa do Olodum, por volta das 17h. 

O Olodum se apresentou para os foliões com uma ala de frente que remete aos Egunguns - espíritos ancestrais masculinos que retornam à terra para abençoar, aconselhar e proteger os vivos.

O coreógrafo Wagner Santana, responsável pelo grupo de 40 dançarinos, desde 2024, disse que fez uma viagem cultural e religiosa ao Benin, a fim de mergulhar no conceito.

“A inspiração foi ter que viajar à África com o meu outro trabalho, o Balé Folclórico da Bahia. Eu assisti aos rituais de Bàbá Egún lá no Benin, o que trouxe para mim referências que eu jamais tinha conhecido. Esse ano está sendo um pouco mais importante porque fala muito da minha religião. Eu sou candomblecista, sou uma pessoa que sou preta, de Oxum. Falar de Egunguns, de máscaras africanas, de beleza, de magia, tudo isso é muito importante para mim”, compartilhou Wagner.

Criado em 1979, como uma forma de dar voz à comunidade do Pelourinho, o Olodum seguiu eternizado na história da cultura baiana e brasileira.

Leia Mais

O vocalista da banda Lucas Di Fiori, iniciou na instituição com nove anos, na banda mirim. “Botar o bloco na rua é sinônimo, realmente, de sucesso para a gente, de realização. Quando a gente faz coisas verdadeiras, a reciprocidade vem. O público sente isso, que isso é genuíno. O samba-reggae é nosso, criado aqui no Pelourinho, pelo mestre Neguinho do Samba. O ritmo mudou a estrutura do Carnaval da Bahia. A musicalidade está no mundo inteiro”, descreveu Di Fiori.

ÚLTIMAS