Artes Visuais / Cidade

Escultura de Oxumarê, no Dique do Tororó, é vandalizada

De fibra de vidro, a peça teve seu braço esquerdo arrancado

Foto: Leonel Monteiro
Estátua Oxumarê
No facebook, A Associação AFA, através do candomblecista e ativista Leonel Monteiro, denunciou o crime

A escultura do orixá Oxumarê, que está sobre o calçadão do Dique do Tororó, teve seu braço esquerdo arrancado.

A obra faz parte do conjunto composto de outras 11 esculturas criado pelo artista plástico baiano Tati Moreno há 21 anos.

A imagem é feita em fibra de vidro e a suspeita da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), responsável pela manutenção e conservação da área, é de que tenha sido um ato de vandalismo.

A Conder emitiu nota informando que já estuda as providências que irá tomar para recuperar a peça. Segundo o órgão na última sexta-feira, quando técnicos visitaram a área, a peça estava intacta.

No facebook, A AFA - Associação Brasileira de Preservação da Cultura Afro Ameríndia, que já é internacional, através do seu presidente, o candomblecista e ativista Leonel Monteiro, se manifestou informando que está no Dique do Tororó observando de perto o dano causado à estátua de Oxumarê.

Leonel informa que membros da Associação vistoriaram a área e que, “além da estátua representando Òsùmàrè, os monumentos Ògún, Ósóòsì e Osanyín, também estão com a estrutura bastante desgastada e a iluminação cênica está completamente danificada”.

Ele segue informando que estas quatro estátuas ficam em terra firme às margens do Dique, e as outras oito que ficam no espelho d'água.

“Estamos acionando as autoridades competentes a fim de identificar a autoria do dano causado bem como promover a recuperação dos doze monumentos que representam as divindades do Candomblé”, informa Leonel.

Esculturas de outros orixás estão danificadas - foto : Leonel Monteiro